Até quando vamos aceitar a lógica reducionista que coloca Língua Portuguesa e Matemática como as únicas disciplinas “essenciais”, relegando todo o restante a um papel secundário, quase decorativo? Essa hierarquização empobrece a escola e transforma o aluno em mero executor de provas externas, em vez de sujeito ativo de sua própria formação.
A educação não pode ser vista como um treinamento para avaliações padronizadas. O estudante precisa experimentar artes, ciências, filosofia, história, esportes, tecnologia — cada área abre portas para diferentes formas de pensar, sentir e se expressar. É nesse contato plural que ele descobre suas afinidades, constrói identidade e desenvolve competências que vão muito além de cálculos e regras gramaticais.
Reduzir a formação integral a dois pilares é negar a complexidade do ser humano. É como se disséssemos que criatividade, sensibilidade, pensamento crítico e consciência social fossem “perfumaria”. Não são. São fundamentos indispensáveis para formar cidadãos capazes de compreender o mundo e transformá-lo.
A escola precisa deixar de ser refém da lógica das avaliações externas e assumir sua verdadeira missão: formar pessoas completas, e não apenas números em estatísticas.

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